Bran I | A Game of Thrones

“Lord Stark,” Jon said. It was strange to hear him call Father that, so formal. Bran looked at him with desperate hope. “There are five pups,” he told Father. “Three male, two female.”

“What of it, Jon?”

“You have five true born children,” Jon said. “Three sons, two daughters. The direwolf is the sigil of your House. Your children were meant to have these pups, my lord.

Bran saw his father’s face change, saw the other men exchange glances. He loved Jon with all his heart at that moment. Even at seven, Bran understood what his brother had done. The count had come right only because Jon had omitted himself. He had included the girls, included even Rickon, the baby, but not the bastard who bore the surname Snow, the name that custom decreed be given to all those in the north unlucky enough to be born with no name of their own.

Their father understood as well. “You want no pup for yourself, Jon?” he asked softly.

“The direwolf graces the banners of House Stark,” Jon pointed out. “I am no Stark, Father.

Their lord father regarded Jon thoughtfully. 

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– Lorde Stark – disse Jon. Era estranho ouvi-lo chamar o pai assim, de modo tão formal. Bran olhou-o com uma esperança desesperada. – Há cinco crias. Três machos e duas fêmeas.

– E então, Jon?

– O senhor tem cinco filhos legítimos – disse Jon. – Três filhos e duas filhas. O lobo gigante é o selo da sua Casa. Seus filhos estão destinados a ficar com essa ninhada, milorde.

Bran viu o rosto do pai mudar e os outros homens trocarem olhares. Naquele momento, amou Jon de todo o coração. Mesmo com seus sete anos, Bran compreendeu o que o irmão fizera. A conta estava certa apenas porque Jon se omitira. Incluíra as moças e até Rickon, o bebê, mas não o bastardo que usava o apelido Snow, o nome que, pelo costume, devia ser dado a todos aqueles que, no Norte, eram suficientemente infelizes para não possuir um nome seu.

O pai também o compreendera.

– Não quer uma cria para você, Jon? – perguntou brandamente.

– O lobo gigante honra os estandartes da Casa Stark – Jon retrucou. – Eu não sou um Stark, pai. 

O senhor seu pai o olhou, pensativo. 

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Outlander – 1×01 – Sassenach

Claire Randall: Strange, the things you remember. Single images and feelings that stay with you down through the years. Like the moment I’d realized I’d never owned a vase. That I’d never lived in any place long enough to justify having such a simple thing. And how at that moment, I wanted nothing so much in all the world as to have a vase of my very own.

Claire Randall: Where is it? Where’s the city? It should be visible from here. – Jamie Fraser: Inverness? You’re looking straight at it. – Claire Randall: “There were no electric lights as far as the eye could see. And as much as my rational mind rebelled against the idea, I knew in my heart that I was no longer in the 20th century.”

E a melhor de todas:

Claire Randall: Once, travelling at night, I fell asleep in the passenger seat of a moving car, lulled by the noise and the motion into an illusion of serene weightlessness. Then the driver took a bridge too fast. And I woke to see the world spinning outside the car windows, and the sickening sensation of falling at high speed. That is as close as I can come to describing what I experienced. But it falls woefully short.

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Estrelinhas: 5 de 5.

Esse episódio tem a cena mais linda que eu vi nos últimos tempos. É a dança das druidas/bruxas! Sério. Não deixe de ver esta cena: https://www.youtube.com/watch?v=3fOF0rqjc3U

Sex and the City – 1×02 – Models and Mortals

Carrie Bradshaw: Is he gay? – Stanford Blatch: He denies it. How can anyone that gorgeous be straight.

Carrie Bradshaw: It was hard to imagine that anyone so beautiful could ever be lonely.

Carrie Bradshaw: I began to realize that being beautiful is like having a rent-controlled apartment overlooking the park: completely unfair and usually bestowed upon those who deserve it least.

O melhor do episódio: Mr Big sendo irresistivelmente Mr Big!

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Estrelinhas: 4 de 5.

Apesar de muito divertido, o episódio acaba caindo no clichê bobinho de que modelos são lindas pero burrinhas.

Sex and the City – 1×01

“Welcome to the age of un-innocence. No one has breakfast at Tiffany’s, and no one has affairs to remember. Instead, we have breakfast at seven a.m., and affairs we try to forget as quickly as possible. Self-protection and closing the deal are paramount. Cupid has flown the co-op!”

E assim (ou quase) começa uma das melhores séries dos anos 90.

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Estrelinhas: 5 de 5.

Perfeição em 98’s feelings ❤

Fotos coloridas do Moulin Rouge

Fonte: Ideia Fixa

Autor: Damaris de Angelo

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French Cancan dancers, flipping their skirts to show garters & black stockings, perform on stage at the Moulin Rouge nightclub.

O glamour delicioso e erótico da vida noturna em Cabarés.

A vida sofisticada, erótica e sedutora dominou um endereço fixo durante 125 anos: 82 Boulevard de Clichy, em Paris Quartier Pigalle.

Os espetáculos fabulosos de Moulin Rouge dominavam a dança cancan, levando a expressão popular em pura energia para os palcos. O que para muitos era um escândalo, para tantos outros era a forma mais deliciosa de se divertir na noite, com danças, muita sensualidade e apetite sexual transbordante em cada cinta liga rendada contornando os corpos de loiras, mulatas e morenas sensacionais.

Homens e mulheres celebraram durante 125 anos a extravagância de uma atmosfera que fazia qualquer um salivar.

Curta um pouco dos bons drinks, números de dança e estilo de vida nesta série de fotografias que comemora o dia de ontem, 06 de outubro – 125º aniversário da abertura do Moulin Rouge -, com granuladas e deliciosas fotos do mundo parisiense, interminável, e exuberante que nos enche a boca de água desde 1889.

“Quando a gente monta um show, não atira na plateia.”

trechos de Precisamos falar sobre o Kevin, de Lionel Shriver. 

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(…) essa é a natureza do ressentimento, a objeção que não podemos exprimir. É o silêncio, mais que a queixa, o que torna a emoção tão tóxica, como os venenos que o organismo não expele com a urina.

Até o dia 11 de abril de 1983, eu me iludia com a ideia de ser uma pessoa excepcional. Mas, desde o nascimento de Kevin, estou convencida de que somos todos provavelmente de uma profunda normalidade. (Na verdade, achar que somos excepcionais é talvez a regra geral.) Temos expectativas muito definidas sobre nós mesmos em determinadas situações – para além de expectativas; são exigências. Algumas são de pouca importância: se alguém nos fizer uma festa surpresa, ficaremos maravilhados. Outras são consideráveis: se o pai ou a mãe morre, nos sentimos muito mal. Mas, talvez, junto com essas expectativas haja o medo secreto de que acabaremos desapontando as convenções, na hora do vamos-ver.

(…) é óbvio que evitar relacionamentos por medo da perda é evitar a vida.

As crianças têm uma intuição fantástica, porque a intuição é mais ou menos tudo o que têm. Tenho certeza de que, quando eu o pegava no colo, ele detectava um certo enrijecimento em meus braços que abria o jogo. Estou convencida de que, quando eu arrulhava e sussurrava para ele, Kevin inferia, graças a um sutil exaspero em minha voz, que sussurrar e arrulhar não me vinham de forma natural, assim como também tenho certeza de que seus ouvidos precoces conseguiam isolar, daquela interminável fieira de papagaiadas lenitivas, um sarcasmo insidioso e compulsivo. Mais ainda, já que eu tinha lido — perdão, você tinha lido — que era importante sorrir para o bebê, na tentativa de provocar um outro sorriso de resposta, eu sorria e sorria, sorria até ficar com o rosto doendo, mas, quando meu rosto ficava dolorido, estou certa de que ele sabia. Toda vez que eu me forçava a sorrir, era muito claro que ele sabia que eu não estava com vontade de fazer isso, porque nunca me sorriu de volta. Ele ainda não tinha visto muitos sorrisos na vida, mas tinha visto o seu, e era suficiente para reconhecer que, comparativamente, havia algo errado com o da mamãe.

Tornei-me uma daquelas pessoas de quem eu sentia pena. E continuo sentindo. Mais que nunca.

Veja só, tudo o que me fazia bonita era intrínseco à maternidade, e até mesmo o meu desejo de que os homens me considerassem atraente era uma maquinação do corpo projetada para expelir seu próprio substituto.

Diante da televisão, cutucando um frango, preenchendo as respostas mais simples das palavras do Times, muitas vezes tenho a sensação incômoda de estar à espera de algo. Não falo daquela coisa clássica de esperar que a vida comece, feito o carinha na linha de largada que não escutou o disparo. Não. Falo de esperar algo específico, uma batida na porta, e essa sensação se torna às vezes por demais insistente. Hoje voltou com força total. De orelha em pé, alguma coisa dentro de mim, a noite toda, todas as noites, espera você voltar para casa.

Você emburrava. Calava a boca se eu me servisse de uma segunda taça de vinho, e seus olhares de reprovação arruinavam o prazer (como aliás era a intenção). Ranzinza, você resmungava que, no meu lugar, você pararia de beber, e sim, durante anos, se necessário fosse — e quanto a isso eu não tinha dúvida. Eu permitiria que a procriação influenciasse nosso comportamento; você queria que ela ditasse nosso comportamento. Se isso lhe parece uma distinção sutil, é tão sutil quanto a noite e o dia.

Falemos um pouco sobre o poder. Na constituição política de uma casa, diz o mito que os pais têm uma quantidade desproporcional dele. Eu já não tenho tanta certeza. Os filhos? Eles podem nos dar muitos desgostos, para começo de conversa. Eles podem nos envergonhar, podem nos levar à falência e eu posso dar meu testemunho pessoal de que são capazes de nos fazer desejar nunca termos nascido. Que medidas tomar? Impedi-los de ir ao cinema. Mas como? Com o que sustentamos nossas proibições, se o jovem continuar, belicoso, a caminho da porta? A dura verdade é que os pais são como os governos: mantemos nossa autoridade através da ameaça, explícita ou implícita, de força física. Uma criança faz o que nós lhe dizemos para fazer porque — para ir direto ao ponto — podemos lhe quebrar o braço.

Antes de me condenar por completo, eu lhe peço que compreenda o quanto eu estava tentando ser uma boa mãe. Porém, tentar ser uma boa mãe pode estar tão distante de sê-lo quanto tentar se divertir está de se divertir de fato.

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O dicionário da corte de Paulo Francis (parte 2)

DROGAS

Droga é vocação, necessidade temperamental. E há tantas à venda, legalmente, de álcool a pílulas, que é ridículo proibir as outras. Olha, há gente que se destrói com drogas, mas tanto faz que sejam legais ou ilegais. Há gente que toma drogas uma vez ou outra, sem qualquer efeito maior. E há quem não goste. (FOLHA DE SÃO PAULO, 2/8/86) 

Tomei todas as drogas, nunca me viciei em nenhuma e todas me deram o maior barato. Nunca senti vontade de atrelar minha vida a uma substância, por uma falsa euforia. (FSP, 13/8/89)

 

BOB DYLAN

“O Guardian” comparou Dylan nos anos 60 a Mozart. WAAAAAL, bebe-se à beça no almoço na Inglaterra, e é à tarde que se escrevem editoriais em todo o mundo.

 

EDUCAÇÃO

Devemos ser humilhados publicamente no colégio, em nossas fraquezas. É só assim que nos fortalecemos para enfrentar as possíveis humilhações sérias da vida. Nos colégios onde estive, os bobos eram tratados de maneira grosseiríssima e jocosa pelos mais inteligentes. Não tira pedaço. Personalidades são forjadas neste tipo de fornalha, e não em fingir que a vida é um constante fuga do que nos aflige. (O ESTADO DE SÃO PAULO, 2/12/93)

da série: poesias que amo.

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Sete anos de pastor Jacob servia
por Luís Vaz de Camões 

Sete anos de pastor Jacob servia
Labão, pai de Raquel, serrana bela;
Mas não servia ao pai, servia a ela,
E a ela só por prémio pretendia.

Os dias, na esperança de um só dia,
Passava, contentando-se com vê-la;
Porém o pai, usando de cautela,
Em lugar de Raquel lhe dava Lia.

Vendo o triste pastor que com enganos
Lhe fora assim negada a sua pastora,
Como se a não tivera merecida,

Começa de servir outros sete anos,
Dizendo: — Mais servira, se não fora
Pera tão longo amor tão curta a vida!